Veja o que está em cartaz no Teatro Caleidoscópio e programe-se.
+ Mais
 
  Teatro para adultos, adolescentes e crianças. Confira a programação de cursos do Teatro Caleidoscópio
+ Mais
 
Cadastre-se em nossa newsletter e receba as informações, novidades e promoções do Teatro em seu e-mail.
Nome: E-mail:
   
  Clique aqui e acompanhe a programação do Teatro Caleidoscópio  
André Amaro é ator formado pela Fundação Brasileira de Teatro, onde estudou com a atriz Dulcina de Moraes. Com mais de 20 anos de atuação, já encenou mais de 50 peças. Os anos iniciais de sua carreira foram dedicados à dramaturgia. Produziu seis textos: duas comédias, um drama psicológico, uma sátira política, uma fábula urbana e um musical infantil, esta última em parceria com Marcelo Saback, responsável pelas composições musicais. Na maioria das montagens, foi também diretor e produtor, funções que passou a desempenhar por força de um “necessário espírito empreendedor”. Em certas empreitadas fazia de tudo um pouco, cenários e figurinos, fotos e cartazes. Paralelamente, entregou-se ao ofício de ator em montagens de outros diretores que, na época, também experimentavam-se no ofício.

A vocação para papéis cômicos o manteve, durante um largo período (final dos anos 80 e começo dos anos 90), ao lado de nomes expressivos da cena brasiliense, como Alexandre Ribondi, Fernanda Pelosi, Plínio Mosca, e Liliane Rimoli. Em anos posteriores, trabalha também com Hugo Rodas, os irmãos Adriano e Fernando Guimarães, Cesário Augusto e Ricardo Guti.

A partir de 1993, vai buscar fora do Brasil subsídios para o aperfeiçoamento de sua arte. Participa de diversos estágios do Theatre du Soleil, companhia internacional radicada em Paris sob a direção de Ariane Mnouchkine, e tem contato com os postulados de Eugênio Barba, fundador da Escola Internacional de Antropologia Teatral, em encontro realizado no Brasil e em treinamento no Odin Teatret, na Dinamarca. A Europa lhe revelou a riqueza de linguagens cênicas. Viu trabalhos de Pina Baush, Bob Wilson, Peter Brook, o teatro balinês, a dança indiana, o Topeng, o teatro da Commedie Française, assistiu aulas livres de Jaques Lecoq, estudou as formas humanas nas obras de Rodin e Michelângelo, e encantou-se com o Butoh, a Ópera de Pequim e o Teatro Nô. Tudo isso serviu-lhe de inspiração e estímulo para desenvolver pesquisa na área teatral, onde buscaria desenvolver, a exemplo de diversas companhias nacionais e estrangeiras, um modo particular de entender e praticar a arte teatral.

De volta ao Brasil, em 1994, começou a elaborar os primeiros esboços do projeto que se intitularia “Teatro Caleidoscópio”, uma investigação sobre a dinâmica do caleidoscópio, na qual identifica similaridades com a prática teatral. Com o apoio da Coordenação de Extensão da Faculdade Dulcina de Moraes, em Brasília, realizou as primeiras oficinas com o propósito de formar, posteriormente, um grupo para treinamento sistemático de atores.

Ao longo de dez anos, realizou treze trabalhos com a Cia, alguns dos quais com atores e diretores convidados. Foi o caso de “Dionisos” (1995), monólogo premiado em que protagonizou o deus grego sob a direção de Ricardo Guti. A montagem do texto angolano “A Órfã do Rei” (1996), na qual dirigiu Paula Passos, também lhe rendeu prêmios e o levou à Angola, França e Portugal.
Em 2002, o Teatro Caleidoscópio ganha espaço próprio e fôlego novo. Numa pequena sala localizada na quadra 102 do Setor Sudoeste, André Amaro divide as funções de diretor e empresário com as de professor, cenógrafo, figurinista, produtor, divulgador, secretário, bilheteiro, porteiro, faxineiro e jardineiro. “Só me ressinto de não ter aprendido a costurar”. Suas montagens mais recentes são “Cascudo” e “Striptease” , que tiveram presença destacada nas últimas edições do Festival de Curitiba (Fringe).

Sua atividade artística reúne ainda trabalhos em vídeo e cinema. Integra o elenco dos longas-metragens AS VIDAS DE MARIA (Renato Barbieri), CELESTE E ESTRELA (Betse de Paula), O TEATRO DE DEUS (André Luiz Oliveira) e dos curtas PAPÁ (Santiago Dellape) e DANAE (Gustavo Galvão).
É também jornalista e bacharel em Sociologia, diplomado pela Universidade de Brasília.
Recentemente, após visita a Washington, EUA, para conhecer a maior coleção de caleidoscópios do mundo, tornou-se membro da Brewster Society, entidade fundada pela colecionadora americana Cozy Baker para reunir fabricantes e entusiastas do caleidoscópio do mundo inteiro.

 Voltar